14 de outubro de 2011

Translação

Aconteceu várias coisas nos dias 11 e 12 de outubro que mereciam um post individual cada um, mas como eu tenho que me dividir entre o Universo Compartilhado e o blog do Programa Microfonia fica difícil escrever todo dia.
Então decidi fazer um único post para tudo o que rolou nessas datas que foram marcadas pelo sentimento saudosista que me invadiu, e eu explico os motivos.


Há 15 anos um dos maiores poetas que a nossa nação já teve nos deixava e a banda que ele liderava está na lista das que mais se destacaram no cenário do rock nacional dos anos 80, década da explosão deste gênero no país, não apenas como o estilo mais escutado pelos jovens da época (era moda), mas pelo verdadeiro fenômeno de ideias e atitudes expressas pelo mesmo.
Uma vez um amigo me disse que o verdadeiro rock é aquele que não morre. Não é que ele estava certo?
Os nomes Elvis Presley, The Beatles, Queen etc, eternizaram a história da música mundial e aqui no Brasil não seria (tão) diferente (temos o péssimo hábito de não valorizar nossa música): Os Mutantes (mesmo que esteja na ativa sem Rita Lee), Cazuza e o próprio Renato Russo são alguns representantes que imortalizaram a música brasileira. Prova disso é o sucesso que as músicas interpretadas pelo rapaz da foto acima fazem até hoje e o tanto que elas repercutem na nossa sociedade através de tributos como no Rock in Rio 2011 que contou com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, o clipe da imortal "Eduardo e Mônica" lançado por uma operadora de celular (apoio a ideia de que este deveria virar uma obra da escura sala de projeção) ou os dois filmes que estão sendo produzidos ("Faroeste Cabloco" que contará a história do personagem João de Santo Cristo, e "Somos Tão Jovens" longa biográfico do cantor).
Eu com assumida frustação por ter nascido nos anos 90 (se bem que eu prefiro ter a idade que tenho do que ter 22 anos ou mais), e ter perdido todo alvoroço que a banda causou em sua trajetória, pois tinha apenas 5 anos quando o vocalista morreu, deixo aqui meu reconhecimento de que a Legião Urbana é sem dúvida a maior banda do rock brasileiro (mesmo que não seja a minha preferida, pois quando se fala em música secular a minha bandeira é para os Engenheiros do Hawaii).


Outro fator das lembranças retrô foi o dia das crianças. Programas infantis na tv, presentes, escola, brincadeiras na rua (algo tão escasso nesses tempos), ilusão à existência de papai noel e coelhinho da páscoa, tudo era uma ingênua (linda) fantasia.
E por mais que tanta coisa tenha mudado, ainda vale a pena comemorar esse dia e acreditar que essa nova geração (a tal classificada como Alfa) possa mudar o mundo.
E para comemorar essa data (mesmo que atrasado), publico aqui o clipe de um projeto chamado Pequeno Cidadão. Fiz um trabalho em grupo sobre essa música para a faculdade e deixo o cd inteiro como dica, confiram.


E para encerrar queria evidenciar que participei do casamento do meu primo e o fato não foi a comemoração em si, na verdade nunca dei a mínima para esse tipo de celebração, mas no acontecimento de tudo aquilo, percebi a importância de se fazer família, isso é algo que no fundo quase todo mundo deseja, penso eu!
Hoje a infância não passa de momentos guardados na (minha) memória, mudamos muito e isso fica claro quando as atitudes maduras (trabalhar, estudar, casar etc) que temos de tomar nos é imposta. Mas podemos ser crianças quando procuramos um abraço verdadeiro, como filhos que se lançam nos braços de seus pais, tendo a total confiança de que sempre estaram protegidos.
Agora chega de moralismo... desejo que você aproveite cada dia da sua vida de uma forma especial, curtindo Legião, se lembrando dos dias de brincadeira e tomando as desições certas para que seu futuro seja o melhor possível.
Até mais!