12 de novembro de 2011

Como os Nossos Pais

De volta ao 5º dia da semana comemorativa, hoje vou falar de um assunto que há tempos penso escrever, mas que nunca tinha tomado corpo, no caso link!


Esse vídeo, é do extraordinário cantor Pedro Mariano, cantando um dos maiores sucessos de sua mãe, Elis Regina. O nome e o refrão da música é o título deste post que tem tudo a ver sobre o que eu quero Compartilhar aqui neste meu Universo.
No ano passado, para fazer um trabalho da faculdade, eu deveria ler um livro, confesso que foi a partir da obra que amigos me indicaram é que me apaixonei pela leitura. E o exemplar que mais me divertiu, me deixou sem reação, me fez viajar (quando estava dentro do busão devorando as páginas) e que me causou outras tantas reações foi o "Feliz Ano Velho" de Marcelo Rubens Paiva.
O livro é fantástico e mesmo tendo lido a saga completa de "Harry Potter" neste ano (que curte bastante após a sugestão de uma amiga que me emprestou os livros mesmo depois de eu ter dito que não queria) eu ainda prefiro a história do escritor brasileiro.
Com sua auto biografia o, então, jovem Paiva conta suas experiências antes e após o acidente que sofreu aos 20 anos de idade, que o levou a perder quase todo o movimento do corpo, exceto a cabeça num primeiro momento, se tornando paraplégico, mas com constantes sessões de fisioterapias o rapaz recupera os sentidos nas mãos o que o habilita escrever seu primeiro e mais reconhecido livro.

Assim como o Translação, este texto merecia posts separados, pois até agora só escrevi sobre o livro e não expliquei qual a semelhança que ele tem com o vídeo acima.
Bom, então vamos lá!
A música diz em seu refrão: "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais", e isto é uma verdade, que o diga Renato Russo com seu "Pais e filhos".
Tá mais e o livro? Então, Marcelo Rubens Paiva escreveu seu drama no ano de 1981, quando tinha 21 de idade. Suas palavras eram humoradas e cheias de gírias, seu estilo: sexo, drogas e rock ´n roll e suas aventuras descreveram bem quem era o jovem dos anos 80... acho que eu não deveria ter usado o verbo no passado, pois o que o autor conta é o que vimos nos jovens atuais de 30 anos depois (falou o velho, não?), o que reforça a canção de que sempre somos iguais, as mesmas atitudes, loucuras, curiosidades e etc.
Percebi isso quando terminei de ler o livro e logo fiz a ligação com a música. Caí na real, sou parecido com a minha mãe e meu pai, mais do que havia notado até então. E você? Se parece com os seus?
Reflita sobre esse fato verídico e entenda que "apesar de tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais"...
Até mais!