10 de fevereiro de 2012

Eu Fui - Colóquio: Mídias na Contemporaneidade

Olá galera!!!
Fazia tempo que eu não postava nada com o título "Eu Fui", isso indica que eu não tenho saído ultimamente, mas tudo bem, o importante é que participei de um evento e estou aqui para divulgar para vocês.
O tema do colóquio era sobre mídias contemporâneas e como sempre quis conhecer um pouco mais sobre o assunto (aliás estou até devendo um post voltado só para elas), não poderia deixar passar a oportunidade, mesmo que para isso eu precisasse "matar aula na faculdade" (isso depois de ter feito o cadastro para participar uma semana antes). Ainda bem que faltei por uma causa nobre pois por coincidência ou não os professores Edson Cortez e Roberta Steganha da FCAD (Faculdade de Comunicação, artes e desing do Ceunsp) eram os palestrantes junto com o, também, professor Eduardo Aguilar.

Temas discutidos
- Fotografia: Tida como um dos meios de comunicação que se popularizou com muita rapidez, a fotografia era considerada uma prova real de um fato ocorrido. Essa arte, segundo o professor Cortez pode ser comparada a síndrome da múmia, ou seja, na antiguidade os egípcios acreditavam em vida após a morte, por isso mumificavam seus senhores para que os mesmos pudessem recuperar seus corpos quando ressuscitassem. O fotografar é uma defesa contra o tempo, um ato de se eternizar.
Com o desenvolvimento das tecnologias, inclusive na área de imagens, a foto perdeu sua credibilidade, hoje com os efeitos de editores de imagens como o Photoshop e Illustrator logo há uma desconfiança se o conteúdo registrado é verdadeiro.

- Vídeo: Com base no que o professor Eduardo Aguilar palestrou, enquanto a fotografia capta o momento, o audiovisual registra o movimento. Existem no mercado cinematográfico profissionais que ainda não aderiram a maneira tecnológica de se produzir um longa metragem, em outras palavras preferem o filme em película do que usar câmeras digitais que otimizam tempo e dinheiro, mas que não possuem a mesma riqueza de imagens. Porém, independente dos recursos que são utilizados para a produção dessas obras, o maior prestígio, mérito continua sendo do artista, que é quem realmente faz com que o produto tenha qualidade, pois usa de sua criatividade para que o mesmo seja ou não um sucesso.

- Internet: Enquanto nas artes clássicas a obra é única, insubstituível,  na internet tudo é produzido em série, exemplo, existem várias Monalisas nos mais variados sites. Como este meio de comunicação é novo tudo nele é uma experiência, seus conteúdos passam por um processo de transposição, o tempo todo, isso fica claro, como diz a professora Roberta Steganha, na migração da web 1.0 para a 2.0, onde deixamos de ser meros contemplativos para sermos internautas interativos.
O que diferencia a ciber-arte das demais é que ela é sensorial, ou seja, nela são explorados experimentos que o espectador precisa participar, que fogem do real.

Pessoal já deu pra vocês perceberem como foi o encontro desses comunicadores com os malucos (me incluo nessa) que queriam aprender um pouco mais sobre a transformação e evolução das mídias a partir do avanço da internet. É claro que eu não escrevi aqui todo o conteúdo discutido entre os que estavam presentes no evento, mas o que eu postei já são bastante informações para que vocês que acompanham o Universo Compartilhado fiquem de olho nas próximas atrações das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo.
Assistam agora um vídeo que explica um pouco mais sobre a ciber-arte que nos próximos anos será discutida cada vez mais. O FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) é um evento anual realizado pelo SESI - SP, vale a pena conferir!!! 


Endereço: Praça Frei Baraúna (Fórum Velho) - s/n° - Sorocaba
Telefone: (15) 3224 3377/ 3232 9329